Participei de um concurso com a minha amiga Chica. Contamos uma festa nossa. Amo as Duentes!!!
A amizade possui várias facetas, a que vou contar é a loucura. Imagine uma festa a fantasia. A normalidade poderia ser algo característico, com algumas fantasias diferentes, mas que não sairia da normalidade de uma festa. Pare. Pense em pessoas que se autodenominam “Duentes”. Junção de “doentes” e “duendes”. Vivem falando que moram em um hospício. Agora tem único fator diferente que pode mudar uma festa. Um grupo de “Duentes”, ou seja, eu e minhas amigas.
Chiquinha (Ana Carolina) e eu vivenciamos a nossa festa mais engraçada e marcante. Não que as outras foram normais. Foi à primeira festa da faculdade que participei. A “Duente” Chica estava de Branca de Neve e eu de Vampira. Com uma maquiagem perfeita de minha amiga, muitas pessoas ficaram com medo de meu olhar. Suponho que minha fama tenha ajudado um pouco.
Quando algo não dá certo de início, avalie novamente, Deus avisa. Fomos levadas pela grande e normal mãe de uma amiga. Todas empolgadas e com frio (menos eu). Demorou um século para acharmos o primeiro lugar da festa, mas quando encontramos, ele tinha mudado. Foi apenas uma chuvinha e o lugar era aberto. A alegria irônica foi sentida. Foi uma pena que não foi uma chuva torrencial. Estávamos em um lugar muito, mas muito longe de casa e teríamos que ir para outro planeta. Foi assim que me senti.
Endereço novo arranjado, o batalhão retornou ao seu locomotor. Tivemos sorte, um ônibus transferia as vítimas das águas. Acredite, ele era muito sinistro. A santa mãe normal nos esperou. O novo lugar era longe do primeiro e desconhecido para todas nós. Enfim, estávamos perdidas. Como não só existiam mulheres no carro, perguntamos. Seguindo as migalhas, encontramos o lugar. Um posto chamou a minha atenção. Paramos para perguntar e encontramos alguns perdidos que nos orientados. Em plena sexta-feira, um grupo fantasiado assumiu a região. Chegamos todas felizes.
Como estávamos no inverno, fui bem agasalhada e usando a minha capa. Brinquei com todas que era a única agasalhada. Meu feitiço virou contra mim. Fui abençoada logo no início da festa. A única pessoa que não bebeu nada no grupo, eu, passou mal. O mundo começou a rodar e tive que ser levada para fora. Parecia que tinha enchido o meu taque naquele posto. Só que ninguém acreditou que eu passei mal pelo calor, acharam que eu já estava “mamada” em 10 minutos de festa. Poderia ser conhecida como a manguaça mais rápida do lugar.
Lembro dos seguranças olhando para a minha cara. Estava escrito em seus rostos: Essa bebeu para um batalhão. Restabelecendo as minhas forças, calibrei as roupas e acertei o ponto de equilíbrio. Depois de recuperar-me, nosso grupinho de quatro pessoas começou a beber. Posso falar que não conheço nada de bebidas, cada nome. E eu só na água, não bebo nem refrigerante. As meninas começaram a ficar um pouco alteradas e bebendo. Ainda me lembro de ver dois copos na mão de uma e outra derrubando no chão.
No meio da festa, a Chiquinha e outra amiga começaram há passar um pouco mal (ciúmes de mim). Eu e uma outra amiga (que estava apenas alegre) levamo-las para o banheiro. Banheiro de festa é sempre assim, tem sempre um vomitando, pessoas acompanhando e se conhecendo. Elas ficaram uma em cada cabine. Uma apenas utilizou o banheiro, que eu segurei a porta. DesculpeChica, mas não lembro o que você fez lá. Guarde essa informação. Quando ela quis sair, se não me engano, falou para soltar a porta. Segurava fortemente. Eu a amiga alegre fizemos amizade com uma Cruela Devil que estava no banheiro. Nossas amigas “morrendo” e nós conversando no banheiro. Seguindo o padrão. Se você quer fazer amizade em uma festa vá ao banheiro. Isso deu certo para nós.
Depois disso regaram a festa com refrigerante e água, pois precisavam restabelecer sua sanidade. Explicação. Somos loucas, mas temos um pingo de sanidade para viver em sociedade. Depois ainda rolou mais bebida. Minhas amigas não são de beber assim, mas como era a primeira festa, perderam um pouco o limite. Limite? Perderam a noção de que um copo não são três tipos de bebida.
Algo que acho incrível é como os “caras” avançam quando as meninas estão bêbadas. Ver aqueles abrutes rondando as minhas preciosas amigas e elas um pouco alteradas para falar não ou aceitarem. Como sou considerada a mais forte do grupo e ainda sou mais alta, pedi permissão para afastar os mancebos. Ou seja, estava concorrendo ao cargo de segurança. Caso elas dissessem não eu ficaria na minha. Recebi permissão. Felicidade restabelecida, comandos para o corpo crescer e ficar em posição de guarda, ativos. Comecei a vigiar e a dançar com minhas amigas.
Fui espantando os rapazes que estavam bêbados até o osso. Eles ficavam meio que receosos de ver uma pessoa com cara de assassina em cima deles. Um cara que me deu trabalho foi um mais velho. Ele encarou-me, mas eu não arredei pé. Nessa época eu não lutava Karatê e não sabia o principio de conter agressividade. Era capaz de bater nele e apanhar muito. Passando por cima desse detalhe, “protegi” minhas amigas de seus predadores. Hoje não faço mais isso, se elas quiserem que eu ajude em algo, eu faço o que elas pedirem. Desisti desse emprego.
No meio disso tudo, uma assombração apareceu. Como se estivéssemos em uma casa mal assombrada, avistamos a mãe de minha amiga. Ela necessitava utilizar o toalete. Como ela entrou na festa? O convite? Tantas perguntas que poderiam passar em nossa cabeça. Apenas pensamos se era ela mesma. Quem imaginaria ver pessoas como a Chiquinha que tem cara de anjinho em uma situação tão constrangedora?
A senhora ficou nos esperando, pois o lugar era tão perdido que imaginou que não acharia o lugar de volta. E também ela chegaria a sua casa e já sairia para nos buscar. O nível das pessoas de bebida estava tão alto que a confundiram com uma professora. O melhor era ver o pessoal a chamar de professora. Sendo que a voz era mais para quem nem sabia que existia. A Chica estava tão sóbria que quando a senhora avisou que era apenas para ir ao banheiro que estava ali, acabamos dentro do carro. Algo simples como a sensação de liberdade dada pela natureza foi entendida como: “Vamos embora”. Todas nós pensamos que deveríamos ir para casa. Porém, não havia a necessidade. Perdemos tempo de festa e ouvimos reclamações alheias sem necessidade. Saímos da festa e entramos no carro. A Chica meio que dormia e uma amiga minha falava que necessitava ir ao banheiro. Guarde essa informação. Sabe qual é o cumulo de estar bêbada dentro de um carro? Pedir para parar o carro em meio a Radial Leste para urinar. Eu fiquei conversando com a senhora, falando que todas não haviam bebido muito. Quem eu queria enganar? Chegamos à casa da minha amiga, subimos nós quatro de elevador até que veio o episódio mais estranho da noite.
Relembre as informações que pedi para guardar. Começo a rir só de lembrar. Não agüentando mais segurar, minha amiga urinou no elevador e a Chica acompanhou com um pouco de regorjear. Aqui você já descobre que ela não vomitou no banheiro da festa. Acredite, segurei a Chiquinha para ela não cair na mistura. Todas nós saímos rindo. A noite terminou, ou seria a manhã começou com todas felizes no quarto dormindo.
Eu não fiquei ilesa nessa festa, eu não necessito de álcool, pois tenho o meu estado natural de alcoólatra. Nenhuma outra festa foi tão engraçada como essa. Eu e a Chiquinha vivenciamos diversas aventuras. Quis contar essa, pois considero o marco inicial de nossas verdadeiras loucuras. Só queria terminar pedindo para vocês imaginarem o cheiro dessas fantasias. Não era agradável.
Agora veio a minha mente quando agente foi comprar a fantasia. Que loucura a 25 de Março. Ou aquela festa que teve carregamento por segurança e chão lavado a vermelho. Sono no palco. Ou outra que todas riram da maneira sutil de afastar certas pessoas. Ou aquela...
aeee Chica (Ana Carolina)