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6 de nov. de 2011

Pensamentos e teorias

Sabe o que é engraçado? Antes de começar a escrever aqui já escrevi um texto mentalmente digno de várias páginas. Mas ao iniciar essa escrita eu perdi o animo. Gostaria que minha cabeça tivesse um teclado para poder registrar o que penso em forma de texto.
Estava em meus devaneios, pensando sobre muitas reflexões sobre a minha vida. Sabe, sempre ouço que a vida é única e que cada momento é único. Concordo plenamente. O que somos hoje, a um segundo atras será diferente do segundo posterior. Posso estar no ônibus tranqüila escrevendo e uma bala atingir algo vital e morrer. Coisa de um segundo, ou menos.
Admiro quem consegue viver assim, mas não sou assim. O meu momento é feito de vários momentos. Preciso de algo mais do que apenas um simples momento.  O complexo para me satisfazer é muito maior que um simples momento. Se me apaixono nesse segundo, posso amar outro nesse.
Acho fascinante as pessoas e ao mesmo tempo não as suporto. Tudo que vejo que um ser pode fazer dói a minha alma. Não sou uma pessoa boa ou ruim, sou apenas eu. Não acredito que as pessoas sejam boas ou más. Todos somos centrados no "eu" e isso nunca vai mudar. Se existem pessoas que fazem o mal ou o bem, apenas depende de como elas podem se satisfazer. Se costumo ajudar o próximo, apenas quer dizer que esse é o jeito de se sentir em equilíbrio.
Nesses devaneios que tive, estive pensando que Deus é perfeito. Ele criou o corpo humano com cada característica de bem ou mal. Sendo Sá escolha do dono, a alma, escolher como será o seu presente.
Gosto de criar teorias pelo que observo pelo mundo. Não acredito que o homem seja a semelhança de Deus como exaltamos. Acredito que a alma seja a verdadeira copia. Para presentear essas, Deus criou o corpo, onde essas almas poderiam viver. Como cada alma possui a sua particularidade, Ele fez o corpo imperfeito e moldável. Assim cada alma pode criar a sua arte. O que aconteceu foi que a alma fascinada pelo presente, se fundiu com o corpo e criou o humano. Perdendo assim a capacidade plena de configurar seu presente. Sendo apenas capaz de  se libertar na hora da morte. Somo imperfeito, pois sucumbimos as particularidades. E centrados pelo fascínio das almas pelo corpo, somos assim. Apenas não sei se as almas são tantas que temos humanos infinitos. Ou que as almas tristes por perderem seus "brinquedos" ganham de Deus um novo presente e cometem o mesmo "erro".
Escrevi tanta coisa que poderia não ser dita, mas tudo que passa pela minha mente é algo que quero gritar ao mundo. Como não posso ler as mentes das pessoas, quero entender a minha e saber se se parece com outras. Adoraria ler as mentes, não para poder manipular ou algo do tipo. Gostaria de ser capaz de entender o mundo, saber como uma pessoa pode fazer o que nunca faria. Não sou santa nem diaba. Mas sei que o meu "eu" precisa pensar e entender onde está, pois estaria mais seguro e tranquilo.
Termino aqui esse texto. Pensando que sou mutável, imperfeita, mas uma essência infinita, pois a minha presença na Terra nunca será apagada. Pois estive aqui e Deus sabe disso. Ele teve o trabalho com cada um e, pode ter certeza, Ele sabe que eu existi, e eu sei que existo e que vivi.

20 de out. de 2011

o Ser perfeito.

Gosto da minha gata, e sempre pensei como ela poderia me ver. Por isso escrevi esse pequeno texto de como ela veria o mundo em relação a mim.

Pensamentos de um Ser perfeito



            Não sei ao certo porque estou aqui pensando dessa maneira, mas já que comecei a pensar vou concluir. Sou uma irresistível gata de quase 11 anos. Meu aniversário está chegando, parece que eles chamam o período de Novembro. A minha humana de estimação chama-me de Xaninha e dezenas de outros nomes. Não me recordo direito o nome que minha mãe deu-me, pois fui retirada dela muito pequena.
            Quando iniciei a minha vida não tinha um humano de estimação. Muitos gatos preferem ser independentes dessas criaturas, mas outras desejam. Eu não tinha ainda me decidido, mas estava colocada na rua com menos de três meses. Porém achei um lugar onde recebia comida de dois filhotes humanos muito estranhos. Dessa maneira decidi adotar uma daquelas humanas. Foram dois meses de pesquisa. Na verdade, acho que escolhi um ogro. Achando que poderia fazer o que quiser apertava-me e fazia o que queria. Um verdadeiro caso de treinamento. Fui treinando essa humana para ser do meu agrado, mas era muito temperamental.
            Com o passar dos anos fui domesticando a criatura, pois descobri que os outros humanos eram diferentes. Poderiam ser escravos, mas a minha humana era aquela que crescia e se tornava um mostro de tão grande. Ela já era grande, mas dava para se ver os ossos. Agora tem muita, mas muita carne. Não sei o sabor de um humano (tirando as infinitas mordidas que já dei no treinamento), ela seria um belo banquete.
            Hoje ela ainda é estranha, muda seu humor do nada. Mas tenho que relatar, ela é corajosa, pois meus escravos vão fugindo apenas com olhar, para ela tenho que arrancar sangue, diria litros, para pensar em parar. É um bom esporte para esse dia monótono. A minha vida é uma vida dura. Durante a noite fico em uma parte de meu território. Gosto daqui, pois posso andar e dormir sem ter que explicar que é minha propriedade. Eles fazem o seu serviço e deixam-me na minha tranqüilidade. Caso deseje algo posso chamar que atendem prontamente. Tenho que acordar cedo para exigir o meu primeiro desejum.
            Fazem o trabalho de bom grado. Meu dia tranqüilo é um mix de cochilos, lanches, cochilos, vistorias, brincadeiras, cochilos, necessidades fisiológicas. Um verdadeiro dia atribulado. Aceito a minha sina de maneira tranqüila, mas a minha criatura sempre tem que fazer algo para importunar-me. Tive recentemente alguns problemas de pulgas. Uns invasores de minha casa tentaram aplicar essa técnica para se infiltrar. Mas meus escravos cuidaram disso.
            Mas essa criatura tem que teimar em mexer em meu peitoral, axilas e abdome. Não posso nem dormir direito. Estou ficando com stress. E as sessões de tortura com aquele pentinho? Posso bater até sangrar, mas ela está muito arredia. Estou pensando uma maneira de educá-la. A única coisa de bom é o leite que vem depois.
            Tenho que falar que ao menos consegui treinar bem essa humana. Sempre ganho um sache, fígado, carne, leite, ração e outras coisas. Parece que ela tem se esforçado. Depois de faltar durante três semanas de suas obrigações trouxe um alimento com gosto bom. Ouvi que era da Itália. Vou exigir que traga mais, mas sem se ausentar.
            Melhor parar de divagar, pois a criatura voltou do banheiro, o que tenho que suportar... Beijos, apertões, mas acho que até gosto dela, sim gosto das comidas que ela me trás.

Para o ser mais gostoso e lindo do planeta, alvo de fotografias ao extremo. Minha amada gata Xaninha.

Espero que tenham gostado...pode comentar se quiser...queria escrever mais sobre gato, por isso gostaria de opiniões.

26 de jul. de 2011

Duentes

olá,


Participei de um concurso com a minha amiga Chica. Contamos uma festa nossa. Amo as Duentes!!!



A amizade possui várias facetas, a que vou contar é a loucura. Imagine uma festa a fantasia. A normalidade poderia ser algo característico, com algumas fantasias diferentes, mas que não sairia da normalidade de uma festa. Pare. Pense em pessoas que se autodenominam “Duentes”. Junção de “doentes” e “duendes”. Vivem falando que moram em um hospício. Agora tem único fator diferente que pode mudar uma festa. Um grupo de “Duentes”, ou seja, eu e minhas amigas.
            Chiquinha (Ana Carolina) e eu vivenciamos a nossa festa mais engraçada e marcante. Não que as outras foram normais. Foi à primeira festa da faculdade que participei. A “Duente” Chica estava de Branca de Neve e eu de Vampira. Com uma maquiagem perfeita de minha amiga, muitas pessoas ficaram com medo de meu olhar. Suponho que minha fama tenha ajudado um pouco.
            Quando algo não dá certo de início, avalie novamente, Deus avisa. Fomos levadas pela grande e normal mãe de uma amiga. Todas empolgadas e com frio (menos eu). Demorou um século para acharmos o primeiro lugar da festa, mas quando encontramos, ele tinha mudado. Foi apenas uma chuvinha e o lugar era aberto.  A alegria irônica foi sentida. Foi uma pena que não foi uma chuva torrencial. Estávamos em um lugar muito, mas muito longe de casa e teríamos que ir para outro planeta. Foi assim que me senti.
Endereço novo arranjado, o batalhão retornou ao seu locomotor. Tivemos sorte, um ônibus transferia as vítimas das águas. Acredite, ele era muito sinistro. A santa mãe normal nos esperou. O novo lugar era longe do primeiro e desconhecido para todas nós. Enfim, estávamos perdidas. Como não só existiam mulheres no carro, perguntamos. Seguindo as migalhas, encontramos o lugar. Um posto chamou a minha atenção. Paramos para perguntar e encontramos alguns perdidos que nos orientados. Em plena sexta-feira, um grupo fantasiado assumiu a região. Chegamos todas felizes.
            Como estávamos no inverno, fui bem agasalhada e usando a minha capa. Brinquei com todas que era a única agasalhada. Meu feitiço virou contra mim. Fui abençoada logo no início da festa. A única pessoa que não bebeu nada no grupo, eu, passou mal. O mundo começou a rodar e tive que ser levada para fora. Parecia que tinha enchido o meu taque naquele posto. Só que ninguém acreditou que eu passei mal pelo calor, acharam que eu já estava “mamada” em 10 minutos de festa. Poderia ser conhecida como a manguaça mais rápida do lugar.
            Lembro dos seguranças olhando para a minha cara. Estava escrito em seus rostos: Essa bebeu para um batalhão. Restabelecendo as minhas forças, calibrei as roupas e acertei o ponto de equilíbrio. Depois de recuperar-me, nosso grupinho de quatro pessoas começou a beber. Posso falar que não conheço nada de bebidas, cada nome. E eu só na água, não bebo nem refrigerante. As meninas começaram a ficar um pouco alteradas e bebendo. Ainda me lembro de ver dois copos na mão de uma e outra derrubando no chão.
            No meio da festa, a Chiquinha e outra amiga começaram há passar um pouco mal (ciúmes de mim). Eu e uma outra amiga (que estava apenas alegre) levamo-las para o banheiro. Banheiro de festa é sempre assim, tem sempre um vomitando, pessoas acompanhando e se conhecendo. Elas ficaram uma em cada cabine. Uma apenas utilizou o banheiro, que eu segurei a porta. DesculpeChica, mas não lembro o que você fez lá. Guarde essa informação. Quando ela quis sair, se não me engano, falou para soltar a porta. Segurava fortemente. Eu a amiga alegre fizemos amizade com uma Cruela Devil que estava no banheiro. Nossas amigas “morrendo” e nós conversando no banheiro. Seguindo o padrão. Se você quer fazer amizade em uma festa vá ao banheiro. Isso deu certo para nós.
            Depois disso regaram a festa com refrigerante e água, pois precisavam restabelecer sua sanidade. Explicação. Somos loucas, mas temos um pingo de sanidade para viver em sociedade. Depois ainda rolou mais bebida. Minhas amigas não são de beber assim, mas como era a primeira festa, perderam um pouco o limite. Limite? Perderam a noção de que um copo não são três tipos de bebida.
            Algo que acho incrível é como os “caras” avançam quando as meninas estão bêbadas. Ver aqueles abrutes rondando as minhas preciosas amigas e elas um pouco alteradas para falar não ou aceitarem. Como sou considerada a mais forte do grupo e ainda sou mais alta, pedi permissão para afastar os mancebos. Ou seja, estava concorrendo ao cargo de segurança. Caso elas dissessem não eu ficaria na minha. Recebi permissão. Felicidade restabelecida, comandos para o corpo crescer e ficar em posição de guarda, ativos. Comecei a vigiar e a dançar com minhas amigas.
            Fui espantando os rapazes que estavam bêbados até o osso. Eles ficavam meio que receosos de ver uma pessoa com cara de assassina em cima deles. Um cara que me deu trabalho foi um mais velho. Ele encarou-me, mas eu não arredei pé. Nessa época eu não lutava Karatê e não sabia o principio de conter agressividade. Era capaz de bater nele e apanhar muito. Passando por cima desse detalhe, “protegi” minhas amigas de seus predadores. Hoje não faço mais isso, se elas quiserem que eu ajude em algo, eu faço o que elas pedirem. Desisti desse emprego.
            No meio disso tudo, uma assombração apareceu. Como se estivéssemos em uma casa mal assombrada, avistamos a mãe de minha amiga. Ela necessitava utilizar o toalete. Como ela entrou na festa? O convite? Tantas perguntas que poderiam passar em nossa cabeça. Apenas pensamos se era ela mesma. Quem imaginaria ver pessoas como a Chiquinha que tem cara de anjinho em uma situação tão constrangedora?
A senhora ficou nos esperando, pois o lugar era tão perdido que imaginou que não acharia o lugar de volta. E também ela chegaria a sua casa e já sairia para nos buscar. O nível das pessoas de bebida estava tão alto que a confundiram com uma professora. O melhor era ver o pessoal a chamar de professora. Sendo que a voz era mais para quem nem sabia que existia. A Chica estava tão sóbria que quando a senhora avisou que era apenas para ir ao banheiro que estava ali, acabamos dentro do carro. Algo simples como a sensação de liberdade dada pela natureza foi entendida como: “Vamos embora”. Todas nós pensamos que deveríamos ir para casa. Porém, não havia a necessidade. Perdemos tempo de festa e ouvimos reclamações alheias sem necessidade.  Saímos da festa e entramos no carro. A Chica meio que dormia e uma amiga minha falava que necessitava ir ao banheiro. Guarde essa informação. Sabe qual é o cumulo de estar bêbada dentro de um carro? Pedir para parar o carro em meio a Radial Leste para urinar. Eu fiquei conversando com a senhora, falando que todas não haviam bebido muito. Quem eu queria enganar? Chegamos à casa da minha amiga, subimos nós quatro de elevador até que veio o episódio mais estranho da noite.
            Relembre as informações que pedi para guardar. Começo a rir só de lembrar. Não agüentando mais segurar, minha amiga urinou no elevador e a Chica acompanhou com um pouco de regorjear. Aqui você já descobre que ela não vomitou no banheiro da festa. Acredite, segurei a Chiquinha para ela não cair na mistura. Todas nós saímos rindo. A noite terminou, ou seria a manhã começou com todas felizes no quarto dormindo.
            Eu não fiquei ilesa nessa festa, eu não necessito de álcool, pois tenho o meu estado natural de alcoólatra. Nenhuma outra festa foi tão engraçada como essa. Eu e a Chiquinha vivenciamos diversas aventuras. Quis contar essa, pois considero o marco inicial de nossas verdadeiras loucuras. Só queria terminar pedindo para vocês imaginarem o cheiro dessas fantasias. Não era agradável.
            Agora veio a minha mente quando agente foi comprar a fantasia. Que loucura a 25 de Março. Ou aquela festa que teve carregamento por segurança e chão lavado a vermelho. Sono no palco. Ou outra que todas riram da maneira sutil de afastar certas pessoas. Ou aquela...


aeee Chica (Ana Carolina)

1 de jul. de 2011

Sonhos infantis

Para a chica


         Tempos depois de o mundo ser criado, Deus resolveu dar um poder para o homem. Existiam cerca de 1000 pessoas na Terra. Todas trabalhavam para conseguir sobreviver e desejavam voltar ao paraíso. Louvam a Deus, mas o livre arbítrio permitia existir a descrença e a maldade.
         Deus sabiamente resolveu dar o poder a apenas um homem ou uma mulher para que esse pudesse distribuir aos outros da melhor maneira possível. Para se comunicar com seus filhos, Deus criou os sonhos e durante a noite visitava seus amados. Durante dias foi vendo quem poderia ser o representante e que poder poderia dar para a raça humana.  
         Logo as pessoas começaram a comentar sobre os sonhos. Todos queriam poder sonhar. Com o tempo, Deus já estava terminando suas visitas, porém não encontrava nada que inspirasse esse poder. Todos só queriam sonhar e ter seus sonhos.
         Quando a ultima pessoa pode sonhar, Deus pode ver algo diferente do que as outras pessoas. Por ser o ultimo, ele mostrou qual seria o poder que deveria dar aos homens. Bastava dar ao homem o poder de sonhar, pois esse ser é capaz de muito se tiver um sonho.

História fictícia, pois já nascemos com o sonho, mas serve para pensar, temos esse dom a ainda sim reclamamos da vida...

21 de jun. de 2011

Acordando com um anjo

Oi...depois de morrer esse blog...e a chica não ler o outro texto...
Depois de ver o vídeo postado no site www.tudogato.com.br, fiquei com vontade de escrever um poeminha...

Espero que gostem...

Acordando com um anjo

Ainda em meu sono profundo,
Sinto a massagem dos anjos.
Um afofar de cobertas e carnes,
Um peso tão leve como o sono fugaz.

Ouço o cântico dos anjos,
Reclamações por não se confortável.
Sons mais sublimes que uma harpa,
Na sintonia de um violino desafinado.

Abro meus olhos aos poucos,
Vejo cores celestiais em movimento.
Pêlos de asas de anjos abençoam
Caindo sobre meus olhos.

Uma caricia em meu modesto nariz,
Um rabo com pêlos tricolores.
Um peso quieto, arranjado.
O sono fugaz acha um novo dono.

Estou sem sono, um anjo.
Sem sair do leito, sou o leito.
Fui abençoada por um anjo.
Fui acordada pela minha gata.


Espero que tenham gostado...
Bye - saionara 

30 de mai. de 2011

Passado alterado

Ai vai uma novinha. Chica quero ver se vc gosta....

Passado Alterado



Você já pensou no seu passado? Desejou que fosse diferente? Aprendi que o passado pode ser enterrado, mas nunca apagado. O tempo pode apagar lembranças e sentimentos, mas nunca o que aconteceu. E se você pudesse mudar o seu passado viajando por ele? Sei que nunca vão acreditar no que eu vivi. Voltei para o meu passado, mudei e. Prefiro não falar agora se foi bom ou não muda-lo.
Quando era menor, apaixonei-me perdidamente por alguém. Sei que isso sempre acontece, mas não quando você tem apenas 10 anos de idade e não entende nada do mundo. Precoce. Algo que nunca fui. Tardia. A definição da minha vida. Mesmo para aquele tempo eu era muito mais atrasa do que a maioria das crianças.
Sempre julgamos que seria melhor se algo diferente tivesse acontecido. Seria engraçado ver o mundo como as pessoas desejariam. Tudo começou quando encontrei uma simples pedrinha na beira de um rio. Ela trouxe-me lembranças de quando amava. Nunca mais amei ninguém.
Depois de encontrar a pedra, voltei para casa. Fiz um pingente com a pedrinha. Passaram-se alguns dias e ainda sim o sentimento de tristeza cortava o meu peito. Por imaturidade, consegui perder o que mais amava. Meu amado, mais velho que tentou dizer que amava, mas fugi com tudo que pude. Fiz-me de desentendida. E o destino calhou em nos separar. Depois soube que a morte o agraciou com seu beijo fúnebre.
Amargurei por muito tempo. Quando se volta no tempo, você nunca vira o mesmo, apenas começa a coexiste com sigo mesmo, mas não pode se tocar. Aprendi essa regra com um Guardião do tempo. Vou começar a relatar tudo que aconteceu.
Depois dos dias se passarem, a idéia de voltar no tempo perseguia-me. Não sei quando ela surgiu, mas virou minha companheira. Como se por mágica, tive uma vertigem e uma alucinação ou coisa parecida. Um senhor velho com uma barba e cabelos muitos longos e brancos. Vestindo um casaco que ia até o chão e o cobria por inteiro. Preto como o céu noturno cheio de estrelas. Podia jurar que era igual a constelações.
- São poucas as pessoas que conseguem fazer essa viagem. – falou em uma voz doce e tranqüila – Apenas aqueles com sentimentos verdadeiros e com um alto poder espiritual conseguem chegar até aqui. Você deve aprender algumas coisas para poder viajar, pois sua existência pode ser destruída.    
- Espera um pouco. – disse sarcástica – Para onde vou e por que tenho que arriscar a minha vida?
- Você desejou voltar ao passado. Porém mexer com o tempo é perigoso. Seu sentimento é verdadeiro, porém depende apenas de você decidir o que fazer. – era incrível como ele era calmo.
- Eu vou voltar para o passado? Quando tinha 10 anos? E isso custa a minha vida? E qual é a vantagem de morrer? – naquela hora já estava incrédula.
- Não disse que custa a sua vida. – parecia que não era a única que fazia essa confusão – Apenas digo se não tomar cuidado não poderá existir novamente em seu tempo e naturalmente você será tragada pelo vácuo que se formará na espiral do tempo e espaço.
- Devo estar sonhando. – negação. Queria não ter feito isso.
- Sinto ter que fazer isso, mas não está sonhando. – Senti meu corpo quase se dilacerar em dor. – Acredita agora? – anui – Ouça o que tenho a dizer.
Foram passadas as regras para que o pior não acontecesse. Vou listar aqui:

  1. O passado pode ser mudado, mas isso afeta o futuro;
  2. Nunca se deve tocar a si mesmo. Ou sua existência é destruída e a espiral modificada;
  3. É necessário que haja certeza do que deseja mudar. Uma vez mudado, a regra um é invalidada;
  4. Não existe destino, mas a natureza tem o seu ciclo e isso nunca muda;
  5. É possível contar ao seu eu antigo, mas nunca tocar.

Depois aceitar e entender todas as regras, fui mandada para o passado. Exatamente no momento em que meu amado tentava declarar-se. É engraçado se ver no passado. Seus gestos e forma de ver o passado podem ser diferentes, mas a sensação do mundo é a mesma. Sentia todos os sentimentos do meu eu antigo.
O eu antigo estava brincando com ele. Do nada ele parou e ficou vendo-me correr. Na inocência de sempre, não entendi o que queria. Pulei em cima dele.
- Esta com você. – ria na felicidade de estar com ele, mas não podia desejar mais nada. Não conhecia o que desejar.
Ele tinha olhos tristes. Com apenas três anos mais velho, ele via o mundo de maneira totalmente diferente. Com delicadeza tirou-me de cima de si e começou a falar coisas estranhas para mim naquele momento.
- Sabe de uma coisa, você é bonitinha quando ri assim. – eu (presente) pude sentir o calor e confusão que tomaram o meu antigo eu. Ainda assistindo, pude ver-me coçar a cabeça e continuar a correr. Era como um instinto falando para negar aquele momento.
- Não entendi nada, mas vamos continuar a brincar. – disfarçava a minha falta de conforto com a situação correndo como uma retardada em círculos.
Fui observando que sempre que chegávamos perto ele falava alguma coisa relacionada de gostar de mim, achar-me bonita e querer namorar comigo. Não se ainda porque fiquei apenas assistindo. Algo me falava que deveria intervir, mas não conseguia parar de sentir os sentimentos da minha pequena eu. Assim a noite caiu.
Ela fugiu o dia inteiro dele. Fingia que não ouvia. Ele chegou até a soletrar para ver se eu entendia, mas era incrível como fugia. Andando pelo condomínio, a antiga eu olhava para baixo e tentava entender o que acontecia. Dirigi-me a mim e sentei-me ao lago de onde estava parada.
- É confuso entender, né? – disse com uma voz mansa, nem parecia eu mesma.
- O que você pode saber? – estava muito estúpida naquele momento. – Nem eu sei o que acontece. Daqui a dois dias eu volto para casa e isso vai acabar.
- Posso te falar, eu sei o que você sente. Eu sou um eu seu do futuro. – olhei-me com cara de incrédula. – Algo que só eu, ou seja, você saberia, só assistia aos jogos de queimada na escola para não se sentir sozinha.
Depois de falar mais umas coisas pessoais e discutir comigo mesma. Fui convencida de que era do futuro. O que você faria naquele momento? Contaria tudo para o seu eu de 10 anos? Eu não entendia nem o meu sentimento.
- Eu não quero interferir assim diretamente na nossa decisão. Mas arrependo-me apenas de não saber o que sentia. Você gosta dele e ele de você. Você tem a decisão de ficar com ele ou de se separar para sempre. Hoje eu fico triste pode não amar mais ninguém.
- Mas, mas... – o meu antigo eu estava chorando.
Quis Abraçar-me, mas apenas ficamos ali sentadas. Eu sentia tudo que ela sentia, mas ela não sentia o que eu sentia. Fiquei refletindo sobre o que sentia, mas no meu presente. Será que eu estava pronta para amar alguém? Sentindo o que sentia quando pequena pude ver que a minha decisão foi correta. Eu não poderia força-me assim. Não tinha que mudar o passado e sim o presente.
As lembranças foram distorcidas e os sentimentos esquecidos. Arrependi-me de ter interferido no passado. Tive a chance saber que por mais que desejemos mudar o que aconteceu, apenas vivendo novamente podemos saber o que é melhor. As conseqüências são imprevisíveis, é melhor ter o que se sabe e se mudar no presente para se adaptar e assim melhorar o futuro.
- Desculpa por ter voltado. Quero que esqueça o que te disse, apenas pense no que você quer agora, o futuro é mutável.
- Ok. – eu não me lembrava, mas sempre me recuperava rápido das coisas. E com um sorriso no rosto sai saltitando para o chalé.
Desejei voltar ao meu futuro e assim o Guardião apareceu e levou-me ao mesmo lugar da alucinação. Explicou que o mundo não seria a mesma coisa que antes. E que o meu eu antigo ia distorcer a minha aparição com lembranças de uma desconhecida. E eu ia esquecer da viagem algum tempo depois, mas como já mudei o passado não posso voltar.
Voltando da vertigem, percebi que tinha alguém do meu lado. A minha sensação interior era diferente. Tive outra vertigem e muitas lembranças novas vieram a minha mente. Possuía duas histórias em mim. Tentando assimilar tudo. O rapaz ao meu lado estava preocupado.
- Vou te levar ao hospital – já estava me levantando nos braços.
- Não precisa. – livrei-me de seus braços. Corri para casa e estou aqui escrevendo. Sei que não vou lembrar, mas quero enviar para o mundo a minha mensagem. Não é passado que deve mudar e sim a maneira que o encaramos.
Vocês devem estar curiosos para saber o que aconteceu comigo depois de falar comigo mesma. Depois que entrei em casa, eu havia crescido. Podia entender o meu sentimento, mas sabia que não era hora para vivê-lo. Quando ele veio se declarar novamente falei o que o amava, mas ainda era muito jovem. Assim depois de anos nós nos reencontramos. Ele não morreu, pois o destino foi mudado. Porém era da natureza que não ficássemos juntos.
Nosso amor infantil tinha se decepado, mas eu amadureci de forma diferente. Consegui outros amores, apenas arrependo-me de ter amado tantas pessoas e não ficar com ninguém. A situação é a mesma que antes, não amei ninguém nunca tanto quanto ele. Sei que o ciclo da natureza me levaria para alguém que amarei, não importa quem seja, mas pude aproveitar mais a vida. Adaptei-me as novas conseqüências.
Mudando ou não o passado, eu devo aprender a não duvidar de mim mesma pelas minhas escolhas. Sou diferente hoje, mas cada lembrança, que está se apagando de mim hoje e sendo substituída por outra, é valiosa e isso não tem preço que pague.

Até

20 de mai. de 2011

Carta escura

Bom dia caros leitores, estou aqui para divulgar uma carta que virou música, mas que não deverei ter saído da gaveta de uma escrivaninha. Imagino que vocês na tiverem a experiência de conseguir ter algo secreto exposto para todo um planeta.
             Escrevi uma carta de amor e tranquei numa gaveta. Em um devaneio enviei para mim mesma. Já que não tenho coragem de enviar para a pessoa correta, tiro poeira dela. Na simplicidade de uma apaixonada se lançando sentimentos confusos pelo correio, cometi um erro, se foi meu erro. É simples narrar algo assim.
            Ouvindo uma rádio depois de ter esquecido a carta, a ouço musicada por um estranho. Sendo pedida para todos ouvirem. Quase cai para trás quando isso aconteceu. Perdi o meu mundo, segui passos para a escuridão, desmaiei. Ao acordar pensei ter sonhado, mas tudo estava estampado na memória e tocando novamente na rádio.
            Um amor impossível estava estampado nos ouvidos de todo um mundo. Leram minha carta e gritaram ao mundo. Você acha que essa carta merecia esse fim? Hoje todos ouvem, mas não sabem que se trata de um amor que a noite trouxe junto da solidão.
            “Caro personagem de meu coração.

            Na noite qualquer o meu coração foi fecundado pelo seu carisma. Fui invadida por um sentimento intermitente. As ruas por que passei já gritam minha dor e desejos. O céu já possui um arranjo surpreendente para o destino. Sou sua amiga, mas queria ser mais. Os desejos já sabem das noites pálidas. Das sombras de um sentimento que me seguiu.
            Sei que nunca vou te alcançar, mas não posso parar de pensar. Acredito que filósofos viajariam em meus sentimentos. Sou apenas um pesadelo. Desculpe não ser o seu perfeito sonho. Esse amor nunca vai ser uma flor da primavera. Posso insistir, mas apenas queimaria meu coração com ferro quente.
            Queria gritar o que sinto, mas a garganta se fecha. Quase morro sufocada. Apenas me visto com lembranças da amizade. E criando uma cicatriz desse coração. Matando a semente desse coração. E numa noite qualquer perceber-me sem desejos, separada dessa ordem do caos.
           
Apenas uma personagem amante.”  

            Hoje ouço você rir desse sentimento que ainda corta esse peito. Maldita carta, maldito sentimento, bendita experiência.

Fala do que achou....