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20 de mai. de 2011

Carta escura

Bom dia caros leitores, estou aqui para divulgar uma carta que virou música, mas que não deverei ter saído da gaveta de uma escrivaninha. Imagino que vocês na tiverem a experiência de conseguir ter algo secreto exposto para todo um planeta.
             Escrevi uma carta de amor e tranquei numa gaveta. Em um devaneio enviei para mim mesma. Já que não tenho coragem de enviar para a pessoa correta, tiro poeira dela. Na simplicidade de uma apaixonada se lançando sentimentos confusos pelo correio, cometi um erro, se foi meu erro. É simples narrar algo assim.
            Ouvindo uma rádio depois de ter esquecido a carta, a ouço musicada por um estranho. Sendo pedida para todos ouvirem. Quase cai para trás quando isso aconteceu. Perdi o meu mundo, segui passos para a escuridão, desmaiei. Ao acordar pensei ter sonhado, mas tudo estava estampado na memória e tocando novamente na rádio.
            Um amor impossível estava estampado nos ouvidos de todo um mundo. Leram minha carta e gritaram ao mundo. Você acha que essa carta merecia esse fim? Hoje todos ouvem, mas não sabem que se trata de um amor que a noite trouxe junto da solidão.
            “Caro personagem de meu coração.

            Na noite qualquer o meu coração foi fecundado pelo seu carisma. Fui invadida por um sentimento intermitente. As ruas por que passei já gritam minha dor e desejos. O céu já possui um arranjo surpreendente para o destino. Sou sua amiga, mas queria ser mais. Os desejos já sabem das noites pálidas. Das sombras de um sentimento que me seguiu.
            Sei que nunca vou te alcançar, mas não posso parar de pensar. Acredito que filósofos viajariam em meus sentimentos. Sou apenas um pesadelo. Desculpe não ser o seu perfeito sonho. Esse amor nunca vai ser uma flor da primavera. Posso insistir, mas apenas queimaria meu coração com ferro quente.
            Queria gritar o que sinto, mas a garganta se fecha. Quase morro sufocada. Apenas me visto com lembranças da amizade. E criando uma cicatriz desse coração. Matando a semente desse coração. E numa noite qualquer perceber-me sem desejos, separada dessa ordem do caos.
           
Apenas uma personagem amante.”  

            Hoje ouço você rir desse sentimento que ainda corta esse peito. Maldita carta, maldito sentimento, bendita experiência.

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Um comentário:

  1. Esse post me lembrou muito uma musica!
    E.C.T. - Cássia Eller

    legal, vanessoca, vc escreve muito bem

    bjos
    Natalia

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